quinta-feira, 27 de junho de 2013


Um dia leventei-me cedo de madrugada, depois dos espiritos da minha noite terem ido embora. Como sempre fui acordar o visinho o qual tem o sentido do dever muito apurado. Ele resmungou um pouco, os olhos fechandos, a boca ainda cheia do cheiro da cachaça de ontem. Ainda um homen corajoso pensava, de voz alta.
- Oi José, temos que ir a Baia Formosa para comprar lagostas, lembraste-te ?
-O que é que eu tenho a ver com isso ?
-Ok… pensava, deixa pra lá. Que covarde !
Obediente a minha intuição, fui sozinho para roubar o primeiro barco que encontrei no rio.
Apois meia hora ao longo da costa, enfrentando as ondas, os tubarões e as galeras portugêsas cheguei à Baia. Là pensei ser o primeiro à chegar entre todos, e percebi que, na verdade, era o últimó…
Não tinha mais nenhum peixe para comprar, nehuma lagosta, até nenhum polvo… Todos os barcos já tinham chegado ao porto, deitados na areia. Só ficava, para encher a minha barriga, esse visão duma paisagem maravilhosa.